Efeito terapêutico do óleo de girassol

 



A aplicação de produtos oriundos de fontes naturais, com destaque para os óleos vegetais, que interferem no processo de cicatrização cutânea de feridas é uma prática antiga na humanidade. Esse trabalho tem como objetivo analisar o uso de óleo de girassol e suas propriedades terapêuticas na cicatrização de tecido cutâneo. Esse manuscrito é resultado de uma revisão narrativa, com estudos elencados a partir das bases de dados Pubmed, Scielo e Lilacs e Portais de universidades brasileiras, utilizando os descritores “óleo de girassol”, “cicatrização”, “efeito terapêutico” e “tecido cutâneo”, publicados em língua portuguesa entre os anos 2003 a 2020, totalizando 17 estudos. Os achados científicos definiram que a composição química do óleo de girassol mostra a presença de ácidos graxos insaturados em abundância, em especial o ácido linoléico. De acordo com o estudo realizado, a literatura relata a eficácia do uso de óleos ricos em ácido linoléico e oléico no tratamento de feridas com uma excelente opção fitoterápica. Adicionalmente, o ácido linoléico é um precursor do ácido araquidônico, que participa da síntese de mediadores biologicamente ativos, como prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos. Essas substâncias atuam como mediadores inflamatórios, estimulante e cicatrizante. Pode-se concluir que óleo de semente de girassol apresenta um potencial efeito terapeutico na cicatrização cutânea de feridas devido a sua constituição química, apresentando assim excelentes propriedades antiinflamatória e antimicrobiana, dentre outras. O tema abordado em questão propõe que no futuro se realize uma pesquisa bibliográfica adicional a fim de atualizar e contextualizar o tema aqui abordado.


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